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1º GRAU - AULA Nº 14
1º GRAU - AULA Nº 14

O Umbandismo é Movimento que repele todo e qualquer aspecto de intransigência ou preconceitos de qualquer espécie, que venham ferir os estados de consciência dos humanos Seres e não se aferra a princípios que não se pautem no paralelismo da evolução, da concepção-inteligência-consciência!

 

Não se oculta numa espécie de "lenda de Adão e Eva" encobrindo ou desconhecendo o aspecto real da "maçã", para aqueles cujo alcance não mais aceitam "regras" que não lhes demonstrem o nexo ou a lógica de suas razões de ser...

 

Este Movimento da Corrente Astral de Umbanda, através dos espíritos chamados de caboclos e pretos-velhos, razão de ser da Umbanda externa, não funde na alma de seus filhos-de-fé, o relevo patético do religioso ignorante, tampouco desdenha do místico que se eleva pelo espírito da verdade e que não se acovarda diante dos Arcanos no além, bem como não os induzem apenas pelo lado científico - pois que a ciência não explica tudo. Esbarra constantemente naquilo que não sabe ver. Não se "mede, pesa e conta" a "evolução-luz-saber", que é consciência, nos tubos de ensaios dos laboratórios pelas "combinações químicas ou físicas de seus estados"...

 

Não tratamos aqui de esmiuçar os exteriores ou os invólucros grosseiros com os quais as criaturas revestem esta Umbanda de todos nós, ou seja, os aspectos relativos de sua apresentação, amoldados pelo conceito ou estados de consciência dos seres humanos pelo que interpretam como mediunidade.

 

Compreenda-se que estes aspectos relativos da Lei de Umbanda são atuantes e se adaptam a todos, através da simbolia da mitologia, da liturgia, do ritual, da Magia, dos fenômenos espiríticos, da ciência, da filosofia e, sobretudo, da Doutrina que suas verdadeiras entidades militantes preconizam.

 

Por que, então, estas profusas e podemos dizer "desordenadas manifestações" de fenômenos que são ou que se assemelham a manifestações espiríticas? (Não confundir estes aspectos com a mistificação consciente.)

 

É um esforço das Hierarquias, por intermédio de seus prepostos no Planeta Terra, a fim de incrementar a evolução da raça, como que "forçando" seus estados de consciência no caminho que conduz às coisas do além — do espírito, pela lembrança, embora rústica, de sua origem e, também, para desviá-los dos dogmas e convencionalismos, pela livre expansão de suas afinidades, que é a própria essência de seus pensamentos...

 

A maravilhosa magia que a Umbanda revela está na sublime tolerância de jamais suas Entidades indagarem qual a religião ou crença daqueles que as procuram, para esse ou aquele fim.

 

Apenas indagam uma coisa: É SE SOFREM traduzindo assim, exatamente, o pleno sentido da Fraternidade.

 

E, para isso, já o dissemos, usam de todos os meios para fazê-los compreender a Verdade-Una, que ela representa na Terra, em face do sofrimento. Seus enviados (caboclos e pretos-velhos) não afirmam que o Deus, Uno que para uns é Zambi e para outros Tupã, somente pode ser alcançado dentro da Umbanda, desta ou daquela forma, dentro deste ou daquele ritual.

 

Aceitam os fatos, pelo evolutivo das coletividades e trabalham incessantemente para que estas coletividades se esclareçam, despojando-se das práticas ou dos ritos que limitam o alcance, espessando os "véus" da ignorância, prejudicando o despertar de melhores concepções nas Eternas Verdades...

 

Mas não desampara estes que assim praticam, enviando, dentro dos planos-afins, assistência correspondente a cada um destes planos ou graus.

 

E nem poderia deixar de ser assim, dentro da lei de afinidades. E para isso, existem as Hierarquias. Todos têm direito à luz do Sol.

 

No entanto, os espíritos que chamamos de caboclos e pretos-velhos e os que se apresentam na "roupagem fluídica de crianças" são uns verdadeiros magos da psicologia popular, pois, de mil maneiras, sutis e oportunas, introduzem no subconsciente dos que não têm o consciente ainda em condições de assimilar a doutrina, os primeiros toques de percepção quanto à lei de consequência, alertando-o no sentido do Bem e do Mal, objetivando germinar em suas consciências os princípios positivos moral-espirituais. Isto, porém, de forma sutil e oportuna, pela ação indireta dos casos e das coisas que, comumente, levam as criaturas às Tendas ou Casas de Umbanda.

 

É sublime o trabalho, "neste campo agreste", dos "caboclos e pretos-velhos". Somente um observador consciente e perspicaz pode sentir o que de real e positivo existe no mecanismo interno ou no modus operandi destes espíritos quando atuam por intermédio de um veículo de FATO.

 

Quanta tolerância! Quanta paciência e, sobretudo, quanta persistência! É de ver uma Entidade de Luz, um mago, revestir-se nos adornos de um preto-velho, chegar ao ponto de pitar, falar errado e outras coisas mais... para que assim suas palavras se tornem mais aceitáveis por aqueles que, de outra forma, ficariam espantados e descrentes...

 

Eles adaptam sua apresentação e seu modo de falar e agir de acordo com o físico e as mentalidades dos que o procuram. É um caso espantoso de "mimetismo" espiritual visando ao aproveitamento integral à caridade completa.

 

Elevemos nossos pensamentos – principalmente àqueles que já alcançaram um pouco além - e agradeçamos, contritos, pois que a Sabedoria do Deus-Uno é infinita! E como assim é, se apresenta sob qualquer forma ou aspecto - o trabalho é apenas discernir entre o joio e o trigo.

 

E mesmo quando as criaturas usam nomes de "guerra" destes "caboclos e pretos-velhos" em vão, mistificando-os, mesmo assim, a tolerância é grande.

 

Agora, se estes aparelhos se envolverem nas larvas que geraram e atraíram os "executores da chamada quimbanda", os quiumbas e outros que passam a dominá-los em nome de "caboclo fulano ou pai sicrano"... bem, isso já são os efeitos que não demoraram tanto quanto não eram esperados...

 

MISTÉRIOS E PRÁTICAS DA LEI DE UMBANDA

2º EDIÇÃO LIVRARIA FREITAS BASTOS S.A.

W. W. da Matta e Silva