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31- A Labuta da Alma em Razão da Simplicidade
31- A Labuta da Alma em Razão da Simplicidade

 
              A LABUTA DA Alma em Razão da Simplicidade
 
Rio de Janeiro, 04 de abril de 2016
Para que duas malas se a necessidade de tua demanda, te apresenta seguramente, apenas a indicação de uma?

Nesse caso, a qualidade da viagem é trocada pela quantidade de adereços e, com efeito, pelos encargos que o sobrepeso resultante trás por consequência.

Aqui, a quantidade é para a satisfação de honrarias à vista dos homens, que julgas com pressupostos frágeis e anêmicos, ser levada à contento, como recurso na estrada a ser palmilhada.

Contudo, não tardarás em receber pelo carteiro trajado na farda
do fardo da dor, a correspondência infalível da tua consciência direcionada a ti mesmo.

E assim, se faz por lida a mensagem de que, as ditas honrarias converteram-se finalmente em sobrepeso refratário.

Sobrepeso que reclama maiores esforços, cuja simplicidade poderia outrora ter evitado, na visão nítida por ela proporcionada, todo o presente sofrimento. Tal visão desvelaria, por conseguinte, a eficiência na promoção da efetiva orientação e lucidez no tempo e no espaço, proporcionando a possibilidade tangível, do pleno aproveitamento e otimização dos recursos contidos naquela única mala.

Insensível e orgulhoso, olhando apenas para o próprio umbigo, culpa a Providência Divina pelo peso excedente, revelando-se neste momento, intolerável sob todos os aspectos de suas forças.
Segue, portanto aturdido, hesitante e primariamente coordenado pela fadiga, dele indissociável, reservando desse modo qualquer traço de consciência, aos subplanos do esquecimento que como penumbra instalada no teu campo de visão, olvida a visão intuitiva de um todo vivo e organizado, revelado na existência, que poderia ter surgido em teu caminho, unificando todas as tuas perguntas em uma única resposta.
Ah! meu Pai Oxalá, quantas vidas ainda teremos que percorrer, quantos e quantos nascimentos e mortes teremos que nos submeter, para simplesmente ter essa visão da totalidade em um único instante de que o Pai cuida de nós com supremo acolhimento?

Ora, ainda aferrado ao prestígio devorador, depositado no banco da vaidade, o mesmo surge agora como credor, impondo-lhe repúdio na atitude de se excluir o supérfluo. ´´O que dirão de sua pessoa se abrires mão de tuas coisas?´´
Vivente em unidade com seu orgulho ferido, a factível libertação, acessível exatamente agora, em toda sua plenitude, passas tu sem a miníma dose de resiliência nas coisas da simplicidade, a prolongar uma negativa soberba e recalcitrante em se desfazer da dita demanda adicional.

Quando finalmente a súplica da eficiência, como uma questão de sobrevivência atinge o clímax de seu clamor, o excedente é simplesmente abandonado a própria sorte, liberando assim a retomada de forças, que estavam canalizadas para sustentar as aparências de todos os tempos.
Recobrada a consciência daquilo que é realmente necessário, a duras penas, infligidas tão somente por ti mesmo, retoma a caminhada juntamente com o resgate de sua integridade, passando a dar conta de si mesmo e de sua demanda, deixando a César o que é de César e dando a Deus o que é de Deus, andando assim, antes de qualquer coisa, sobre a pavimentação traçada pelo equilíbrio. 

E assim, assaz aliviado, agradece a Deus pela libertação do que fora por hora um tormento, agora, reconhecidamente desnecessário, quando deveria agradecer a si mesmo, neste que estabeleceu-se como uma redundância em termos de gratidão.

Pois Deus já tinha-lhe abençoado há muito, no início do caminho exata e precisamente, com aquilo que lhe era necessário e suportável, contendo com precisão, todos os recursos para a consumação absoluta da missão confiada a ti.

Santa Paz

Tarso Bastos