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30- Considerações Sobre a Guarda da Raiz de Guiné
30- Considerações Sobre a Guarda da Raiz de Guiné

 

Considerações Sobre a Guarda da Raiz de Guiné

 

Rio de Janeiro, 03 de abril de 2016

"Enquanto o sábio sussurra, o ignorante grita aos quatro cantos"

Não raro, observam-se algumas questões que de certa forma, contribuem para enfraquecer os elos já frágeis do movimento umbandista esotérico:

-Sempre há um movimento de querer reinventar a roda: infelizmente, há uma enorme probabilidade de mais "teorias revolucionárias", surgirem no seio do movimento umbandista esotérico.

Assim, repete-se o mesmo padrão: indivíduos que não se contentam em serem instrumentos no seu plano de ação e de alcance, querem ser os protagonistas e instrumentadores da coisa toda, dentro de um panorama onde eles, são os mentores intelectuais de tudo e de todos, trombeteando isto aos quatro cantos.

Não há problema algum de se estruturar teorias na Umbanda, lógico que não existem contrapartidas em querer se comunicar com outras pessoas, por meio dos vários veículos de mídia que estão hoje em dia à nossa disposição. A questão não é esta.

A questão é respeitar os limites do bom senso, sabendo que a Umbanda possui um cerne ou um eixo central que necessariamente seleciona valores, não à título de evolucionismo cultural ou de etnocentrismo como alguns pregam, mas, assim é procedido, para preservar a integridade de seu corpo doutrinário. Pois, se o indivíduo não possuir em seu caminho iniciático certa tônica psicológica, se ele não portar certo amadurecimento e compreensão desses valores selecionados, que são imprescindíveis para o seu equilíbrio astral e de outros que com ele caminha, ele, de modo algum, poderá ser um veículo de Caboclo, Preto-velho e Criança, de modo que: sem assistência do Astral Superior, como ele poderá conceber às coisas da Umbanda e de seus ensinamentos sagrados que se perdem nas noites dos tempos?

Deve-se ter em mente que:

1-A Umbanda é  um sistema vivo, totalmente integrado, que se externa atualmente no mundo físico a partir de sua contraparte esotérica ou original, no que diz respeito a movimentação da magia,  especialmente por meio de sua Proto-Síntese Relígio-Científica, sustentada e movimentada em essência por sua Ancestralidade,  que  se expressa para a humanidade através dos Espíritos que usam as roupagens fluídicas de Caboclos, Pretos-Velhos e Crianças.

2- Ora, este Sistema dito como Corrente Astral de Umbanda em nosso campo planetário, mais especificamente no campo astral do Brasil é, de certa forma, onipresente e onisciente, com presença e macro-orientação superior multidimensional, pois opera simultaneamente em vários planos e dimensões do nosso sistema planetário, regulando todos os fatores que são inerentes a preservação do seu equilíbrio -- desde os planos superiores além do nosso campo físico, passando pela própria dimensão física, até os sub-planos da crosta terrestre   -- com ordens e direitos de trabalho, devidamente estendidos para as suas Entidades Militantes em sua superestrutura astral hierarquicamente estabelecida, que assim, confere o suporte firmado através da Lei Maior, para executarem ações que estabeleçam de fato e de direito, o reajustamento cármico das consciências viventes na infraestrutura estabelecida no plano físico.

Assim sendo, a Corrente Astral de Umbanda,  por seu lado, promove uma monumental movimentação de Entidades superiores, que militam e operam por meio de forças que são praticamente incompreensíveis para nós. Essa operação interplano é portanto encabeçada, por uma logística multidimensionalmente interdependente e  interconectada por laços de ligação entre os planos da existência, através de certa ordem e padronização, coerentes com os Princípios Espirituais Regentes do nosso Planeta, que concretizados pelas chamadas Forças Sutis da Natureza ou Tatwas, por sua vez, sob o comando de seus Senhores Vibratórios, proporcionam o devido alinhamento conosco, através da vivência ativa pela compreensão de certas  regras e valores que a iniciação possibilita, propiciando com isso,  a devida adaptação do iniciado, frente as necessidades de satisfação do seu delicado equilíbrio cármico. Essa sistemática sagrada do plano espiritual  assim concebida pelo Astral Superior é, em parte, traduzida ou expressa também, por meio da composição arqueométrica, inerentemente autológica no que tange a sua gênese de natureza primordialmente espiritual, consagrada por essa mesma Ancestralidade da Corrente Astral de Umbanda -- nossos ancestrais condutores de raça -- que assumem a direção de todo este movimento religío-científico.

3 - Isto é, cada parte desse colossal sistema (Lei de Umbanda) é dinamicamente ratificada na Luz e pela Luz ( o dito TZIL segundo os Sagrados Mistérios do Cruzeiro Divino)  e, devidamente atualizada por essa TOTALIDADE DIVINA em seu sistema, que dessa forma, opera -- por via das consciências superiores integradas nessa Hierarquia Constituída -- em unidade no eterno agora, dito como: o conjunto das Leis de Deus ou Umbanda.

4- O que isso significa? Que as partes trabalham unicamente para suprir as necessidades de equilíbrio de todo o sistema com plenitude, e não para satisfazer cada parte de forma isolada -- eis o dito sacrifício da parte em benefício de todo o sistema em sua totalidade, que a partir dessa renúncia, tem o TODO manifesto nessa parte. Significa que: nenhuma folha cai sem a permissão e sem a ciência do Todo Maior. Significa que: "na sua aldeia, lá na Yurema, não se faz nada sem ordem suprema".

Portanto, fazemos a seguinte reflexão: aqueles que pretendem lançar novas teorias sobre o legado de Matta Silva, aqueles que desejam ressignificar de alguma forma, o conteúdo expresso nas suas nove obras, que tenham muito cuidado com tal empreitada!

Pois, se o Todo é maior do que a soma de suas partes, a parte jamais poderá conceber de forma isolada o Todo. E, a realidade é que ainda estamos muito fragmentados. E, nossa integridade essencial que foi fraturada, tanto no que diz respeito a intimidade de nossa vivência espiritual - visão integrada, de síntese, que aborda a vida na sua totalidade- quanto em relação a vários aspectos essenciais, de nossos laços sociais no plano de nossa vida coletiva -- reajuste cármico de coletividades--, tem sido, não raro,  muito mais aproximados  a ferro e fogo e assim postos em concórdia, do que reajustados e equilibrados pela sutileza da visão sublime da Luz como é preconizado nas paralelas ativas carmânicas da Umbanda.

As paralelas passivas ainda são preponderantes em nosso ciclo cármico, para promover os devidos reajustes em nossa subjetividade, por esta, infelizmente, se objetivar no mundo, de forma sobremaneira atrasada e recalcitrante no desequilíbrio do sistema.

Somos ainda micro-orientados em nosso pequeno mundo, distanciados das realidades maiores do Plano Espiritual, em sua sublime macro-orientação, em função da Unidade Suprema que a tudo rege dentro da Justiça Divina.

Assim, se essas teorias não puderem ser contempladas e ratificadas pelas Entidades Astrais da Lei de Umbanda e pelo seu Planisfério de sua Ancestralidade Relígio-Científica, as mesmas, não poderão ser de modo algum encabeçadas por ninguém.

 

Contradição, incoerência e falta de consistência nas convicções

 1- certos irmãos criticam determinados autores por certas falácias nas coisas da Umbanda Esotérica, mas, de certo modo, defendem suas "teorias" inacuradamente preconizadas, já que em última análise não passam de cópias de cópias.

2- defendem e incentivam o posicionamento guardião do legado original, outrora estabelecido pelo velho Matta , contra às deturpações feitas ao longo dos anos na Banda de Guiné. Mas, na prática, recuam por estarem divididos em seu íntimo e não saberem o que realmente querem ou, qual é o seu papel nisso tudo.

3- são leitores de "Umbanda de Todos Nós" e de outras obras do velho Matta, são sujeitos que sabem ser excelentes críticos, sabem apontar bem os erros aqui e acolá. Todavia, suas ações não ultrapassam de modo algum sua sala de leitura...

Sim, é muito mais fácil saber o que fazer do que fazer o que se sabe.

Aos eternos contraditórios: a vida está passando e a Umbanda sobrevive aqui, através de cada um de nós, que de fato, se coloca à disposição para ser um instrumento dela.

Mas, se isso não for feito com congruência e consistência em ações, de nada vale o indivíduo ser um teórico de uma prática não consumada.

Aqueles que colaboram com o site Umbanda do Brasil, não querem de modo algum, ser melhores do que ninguém.

A proposta aqui é simplesmente sair da teoria fria do intelecto e, colocar o coração para trabalhar e mover forças que possibilitem a sobrevida da Raiz de Guiné, tão massacrada e prostituída pela soberba.

Como já dito antes: os homens passam, mas, as instituições sobrevivem.

Que possamos ser íntegros em nossa caminhada na Umbanda, a fim de, possibilitar um caminho melhor do que o nosso, para às gerações que virão doravante beber nas coisas da Raiz.

 

 

Santa Paz

 

 

Tarso Bastos